Ivan César Rocha Pereira escreve a partir das contradições humanas: o que chamamos de normalidade — e as fissuras que a sustentam. Sua narrativa não busca conforto, mas lucidez. Seus personagens raramente são “bons” ou “maus”: são pessoas tentando justificar escolhas, proteger versões de si mesmas e sobreviver aos próprios silêncios.
Em O Diabo no Divã, o consultório não é cenário: é método. Um lugar onde a palavra é bisturi, o silêncio é prova, e a moral — quando pressionada — revela o quanto pode ser negociável.